Pequenas Asas
por: Rafael Salomão
Pequeno, sem asas,
Cresci aos poucos, devagar.
Do desconforto, brota a sorte
De enfim me encontrar.
Diante de mim, um espelho,
Nele me vejo, inteiro,
A imagem clara, sem receios,
Que agora posso revelar.
Atrás de mim, as asas crescem,
Tento escondê-las, sem parar.
Mas às vezes, livres, vibram,
E ousam se mostrar.
Minhas asas não têm penas,
São feitas de medo e coragem,
Dias de luta e solidão,
E momentos de breve passagem.
Asas que crescem, sempre,
Agora sei: posso voar.
Mas ainda temo as nuvens,
O céu a desvendar.
Ontem, decidi tentar,
abri minhas asas sem medo.
Minha mãe me olhou em silêncio,
suas lágrimas leves tocaram o ar.
suas lágrimas leves tocaram o ar.
E desse pequena gota lágrimas
fizeram-me flutuar.
não se pode mais desistir.
Há momentos em que é preciso,
mesmo com medo,
voar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário